Do bundle assinado ao appliance rodando. Tudo aqui funciona sem acesso à internet.
O bundle de distribuição
O produto é distribuído como bundle assinado e air-gapped: atlasberg-proxy-<versão>.tar.gz com a imagem do container, um manifesto JSON assinado, uma assinatura Ed25519 e o verificador estático atlasberg-bundle. A verificação roda offline, não depende de relógio e recomputa o sha256 antes de checar a assinatura. Só siga adiante se o verificador imprimir a linha OK dizendo que o bundle confere.
Subindo com Docker
Carregue a imagem com docker load e rode o container endurecido. Sem rede de saída, rootfs somente leitura, limite de memória e um único volume de dados.
GOMEMLIMIT segue a tabela de dimensionamento do guia de empacotamento.
O estado inteiro vive no volume atlas-data montado em /app/data: config.db com segredos cifrados, trilha de auditoria, âncoras, chave do deployment, credencial de admin, fila de aprovações e licença.
Para LLM local na LAN (Ollama ou vLLM), remova o --network none e configure a URL do provedor. DLP, guardrails e trilha não mudam.
O banco padrão da imagem é SQLite.
A roster é lida no boot: depois de editar o arquivo à mão, reinicie. A tela Identidade e SSO (Configurações) edita o mesmo arquivo e aplica ao vivo.
A ferramenta atlasberg-console-user provisiona contas: listar, criar (com acesso ao console), portal (só portal), senha, console (concede ou retira o acesso), remover. A senha é lida do terminal sem eco, um .bak do arquivo é preservado e campos desconhecidos do sso.json atravessam intactos.
Sessões vivas do console ficam vinculadas à pessoa em atlasberg-console-sessions.json (modo 0600) no volume de dados; o arquivo guarda o SHA-256 do token de sessão, o sujeito e a expiração, nunca o token.
Primeiro acesso
A credencial de admin é gerada no primeiro boot e persistida no volume de dados. Leia com:
Mais de um administrador
Esse par gerado é a conta break-glass. O console tem uma segunda porta: contas da roster local_login.accounts do sso.json que carregam o grupo de console (local_login.console_group, padrão atlasberg-console) entram no console com o próprio nome. Credencial certa sem o grupo recebe o mesmo 401 de senha errada. Na trilha de auditoria, uma ação de conta da roster é gravada como local:<usuario>; a mesma ação pelo par break-glass é gravada como o sujeito genérico sessao de administracao.
Quando uma tela do console falha
Se um componente do console estoura no navegador, a tela genérica de erro diz que a tela falhou no navegador, não no servidor, e mostra a mensagem do erro. Não exibe um 500, porque um 500 seria uma afirmação sobre o servidor.
Tutorial: todo tráfego de IA da empresa pelo seu gateway
Para a infraestrutura. Publique o gateway, cadastre as chaves dos provedores uma vez, bloqueie a saída direta, crie times e orçamentos. Cerca de 40 minutos.
Um chart Helm acompanha o produto em deploy/helm/atlasberg-proxy com o mesmo endurecimento: rootfs somente leitura, não-root, volume único e GOMEMLIMIT derivado do limite de memória. O chart recusa instalar com mais de uma réplica, com volume ReadWriteMany ou sem limite de memória, porque a trilha de auditoria tem lock exclusivo de escritor único.
Saúde e métricas
GET /health devolve "status":"ok" (mais um bloco de componentes) quando o appliance está saudável.
GET /metrics expõe as métricas Prometheus; as métricas próprias do gateway têm prefixo atlasberg_, ao lado dos coletores padrão de runtime do Go e de processo. Também há suporte a push gateway. Veja a página Protocolo para a lista completa.
Atualizar de release é um novo bundle: verifique com o atlasberg-bundle, faça docker load da imagem e recrie o container sobre o mesmo volume atlas-data. Backup e restore são do volume inteiro; no restore, eventos vêm antes das âncoras. As mudanças de comportamento por versão são documentadas para o operador nas release notes que acompanham o produto.
Demo turnkey
O demo/start.sh sobe o gateway mais um provedor mock compatível com OpenAI em compose, numa rede interna sem internet, com a porta publicada só em 127.0.0.1:8080. Imprime a credencial de admin, a chave virtual da demo e um autoteste. É perfil de demonstração, não de produção.
Login por dispositivo: a CLI atlasberg
O terminal, a IDE ou o agente de um desenvolvedor usa o gateway com um token pessoal em vez de uma chave compartilhada. A CLI atlasberg roda o login por dispositivo (RFC 8628): pede um código ao gateway, a pessoa confirma no portal e o terminal recebe um token ligado a ela e ao time dela. O login por dispositivo é ligado em Configurações, Identidade e SSO, aba Dispositivos. O desenvolvedor instala a CLI com npm install -g @atlasberg/cli, baixa no portal em Meus dispositivos, ou a recebe pelo pacote da estação.
A credencial fica em modo 0600 em ~/.config/atlasberg/credenciais.json no Linux, ~/Library/Application Support/atlasberg no macOS e %AppData%\atlasberg no Windows; o login nunca a imprime. ATLASBERG_CREDENCIAIS sobrescreve o caminho; ATLASBERG_SEM_NAVEGADOR suprime a abertura do navegador.
atlasberg env imprime ATLASBERG_GATEWAY, ANTHROPIC_BASE_URL (<gateway>/anthropic) com ANTHROPIC_AUTH_TOKEN, OPENAI_BASE_URL (<gateway>/openai/v1) com OPENAI_API_KEY e GOOGLE_GEMINI_BASE_URL (<gateway>/genai) com GEMINI_API_KEY, para shells posix, fish, PowerShell e cmd.
O appliance serve os binários em GET /api/atlasberg/sso/downloads/{arquivo}: atlasberg-linux-amd64, atlasberg-linux-arm64, atlasberg-darwin-arm64, atlasberg-darwin-amd64 e atlasberg-windows-amd64.exe, a partir de ATLASBERG_DOWNLOADS_DIR (padrão /app/downloads). A tela Meus dispositivos do portal aponta para eles e lista os tokens da pessoa para revogação.
Tutorial: entre pelo terminal com o SSO da empresa
Para desenvolvedores. Um comando, um código confirmado no portal e nenhuma chave no laptop.
Tutorial: configure o SSO e o login por dispositivo
Para administradores. Provedor OIDC, grupos para times, contas locais, política de dispositivos e sincronização com o diretório.
Tutorial: conecte o Claude Code, o Cursor e os SDKs
Para desenvolvedores e administradores de estação. As variáveis que cada ferramenta lê e o arquivo de configuração gerenciada do Claude Code.
O sso.json apontado por ATLASBERG_SSO_CONFIG_FILE também guarda local_login (accounts e console_group), device_flow (enabled, token_ttl_hours, code_ttl_minutes, poll_interval_seconds, max_tokens_per_user) e directory_sync. A tela Identidade e SSO lê e grava o mesmo arquivo.
Variável: APP_DIR | O que faz: Diretório da aplicação. A imagem seta e o entrypoint repassa.
Variável: ATLASBERG_DLP_POLICY_FILE | O que faz: Caminho do arquivo de política DLP. Padrão <APP_DIR>/dlp-policies.json. Ausência significa defaults de fábrica: mascarar tudo. Arquivo inválido para o boot.
Variável: ATLASBERG_APPROVAL_FILE | O que faz: Caminho da fila de aprovações. Padrão <APP_DIR>/atlasberg-approvals.json.
Variável: ATLASBERG_AUDIT_DIR | O que faz: Realoca a trilha de auditoria para outro volume.
Variável: ATLASBERG_AUDIT_PROFILE=bancario | O que faz: Perfil bancário: âncoras horárias mais retenção de cinco anos.
Variável: ATLASBERG_AUDIT_RETENTION_DAYS | O que faz: Janela de retenção. Não baixa o piso legal do perfil bancário; valor assim é recusado com log de erro.
Variável: ATLASBERG_AUDIT_ANCHOR_PERIOD / ATLASBERG_AUDIT_ANCHOR_EVERY_EVENTS | O que faz: Agenda de âncoras.
Variável: ATLASBERG_MAX_CONCURRENT_EXTRACTIONS / ATLASBERG_MAX_PART_BYTES | O que faz: Dimensionamento da extração de arquivos. Valor inválido é recusado em voz alta.
Variável: ATLASBERG_ADMIN_USERNAME / ATLASBERG_ADMIN_PASSWORD / ATLASBERG_SETUP_TOKEN | O que faz: Overrides da credencial de admin do gateway.
Variável: ATLASBERG_ENCRYPTION_KEY | O que faz: Chave at-rest do config.db. Sem ela, chaves virtuais ficariam em claro na tabela.
Variável: ATLASBERG_IDIOMA_PADRAO | O que faz: Idioma padrão de console e portal.
Variável: ATLASBERG_TEMA_PADRAO | O que faz: Tema padrão.
Variável: ATLASBERG_SSO_CONFIG_FILE | O que faz: Arquivo de configuração SSO/OIDC.
Variável: ATLASBERG_SSO_CLIENT_SECRET | O que faz: Segredo do client OIDC via indireção de ambiente.
Variável: ATLASBERG_PROXIES_CONFIAVEIS | O que faz: CIDRs ou IPs do edge. Só com a conexão vinda de um deles o gateway lê X-Forwarded-For (primeiro salto não confiável, da direita para a esquerda), X-Forwarded-Proto e X-Forwarded-Host. Vazio por padrão; nesse caso esses headers nunca são lidos. Helm: identity.trustedProxies.
Variável: ATLASBERG_DOWNLOADS_DIR | O que faz: Diretório dos binários da CLI servidos em /api/atlasberg/sso/downloads. Padrão /app/downloads.
Variável: ATLASBERG_TOKENS_PESSOAIS_DIR | O que faz: Diretório alternativo do atlasberg-tokens-pessoais.json, a roster de tokens pessoais (só digests SHA-256, modo 0600). O padrão é o diretório da aplicação.
Variável: ATLASBERG_CAMBIO_URL / ATLASBERG_CAMBIO_DESLIGADO | O que faz: Fonte da cotação USD usada no console, ou desliga a busca. Sem rede é estado normal.
Sobre a Atlasberg Platform
A Atlasberg Platform é a camada de controle entre uma empresa e todos os modelos de IA: cada requisição é autenticada com uma chave virtual, filtrada por política e DLP, roteada para o provedor certo e gravada numa trilha de auditoria encadeada por hash. Expõe uma API compatível com a OpenAI, então as aplicações só trocam a URL base.
O mesmo artefato roda na Atlasberg Cloud, na sua VPC, on-premises ou totalmente air-gapped, e é cobrado por capacidade e módulos, nunca por assento.
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